Bolívia
8 dias
Média
Dia 01 – São Paulo – La Paz (3400m)
Voo de São Paulo para La Paz. Após a chegada, nossa equipe fará a recepção no aeroporto e o traslado até o hotel no centro da cidade. O restante do dia será dedicado ao descanso e à adaptação inicial à altitude.
Incluso: transfer aeroporto, noite em hotel
Dia 02 – Passeios culturais e aclimatação em La Paz (3400m)
Este dia será dedicado à aclimatação e ao primeiro contato com a cidade. Faremos um passeio de teleférico, passando também pela região de El Alto, de onde é possível observar as montanhas que cercam La Paz. Visitaremos o centro histórico, incluindo o Mercado das Bruxas, a sede do governo e a Catedral de San Francisco.
Após o almoço iremos até a zona sul da cidade para conhecer o Vale de la Luna, uma impressionante formação geológica que lembra paisagens lunares e revela aspectos interessantes da formação geológica da região.
Incluso: café da manhã, passeios em La Paz e noite em hotel
Dia 03 – Caminhada de aclimatação em Chacaltaya (aprox. 5300m)
Neste dia iremos até Chacaltaya, antiga estação de esqui e um dos pontos mais altos acessíveis por estrada na região de La Paz. Faremos uma caminhada de aclimatação na montanha, com vistas panorâmicas impressionantes da Cordilheira Real e do altiplano boliviano. A atividade ajuda o corpo a se adaptar melhor à altitude antes de seguirmos para regiões ainda mais elevadas. No retorno a La Paz, teremos tempo livre para caminhar pela cidade.
Incluso: café da manhã, transporte e noite em hotel
Dia 04 – La Paz – Vila Sajama (4400m)
Após o café da manhã partiremos de transporte privado em direção à Vila Sajama, localizada dentro do Parque Nacional Sajama, no oeste da Bolívia. A viagem percorre cerca de 277 km e dura aproximadamente cinco horas, atravessando as vastas paisagens do altiplano boliviano.
Durante o trajeto poderemos observar lhamas, alpacas e vicunhas, além de visitar um sítio arqueológico ao longo do caminho. Chegada no final da tarde e acomodação em uma pousada local.
Vila Sajama é um povoado pequeno e simples, porém cercado por uma paisagem impressionante dominada por grandes vulcões andinos, incluindo o Nevado Sajama, a montanha mais alta da Bolívia.
Incluso: café da manhã, transporte, jantar e noite em pousada
Dia 05 – Ascensão de aclimatação ao Wisalla (5030m)
Neste dia realizaremos uma ascensão de aclimatação ao Cerro Wisalla, com cerca de 5030 metros de altitude. A caminhada tem duração média de cinco a seis horas entre subida e descida, sendo uma excelente atividade para adaptação progressiva à altitude.
Distância: 10 km (ida e volta)
Ganho altimétrico: 780 m
Incluso: café da manhã, lanche de trilha, jantar e noite em pousada
Dia 06 – Dia de descanso e visita aos geysers (4400m)
Este será um dia mais leve, dedicado à recuperação e à aclimatação. Faremos uma caminhada curta de 2 horas e visitaremos os geysers do Parque Nacional Sajama, onde é possível observar a atividade geotérmica do altiplano.
Também teremos tempo para conhecer a pequena vila, a tradicional igreja de adobe e observar as lhamas pastando ao redor da comunidade.
Incluso: café da manhã, almoço, jantar e noite em pousada
Dia 07 – Escalada do Acotango (6052m) e retorno a La Paz
Acordaremos durante a madrugada para a ascensão ao Acotango. Após um café da manhã reforçado, seguiremos em veículos 4×4 em direção à fronteira com o Chile. A estrada utilizada passa por uma antiga área de extração de enxofre a aproximadamente 5640 metros, o que nos deixa relativamente próximos do cume.
A rota percorre parte da borda de uma antiga cratera vulcânica formada após uma grande explosão ocorrida há milhares de anos. O terreno apresenta pequenas ondulações e, na parte final, uma subida mais inclinada até o cume.
Do topo teremos uma vista privilegiada de diversos vulcões da região, como Capurata, Parinacota, Pomerape e também do Nevado Sajama.
Após o retorno da montanha, no período da tarde seguiremos de transporte de volta para La Paz e nos hospedaremos no hotel.
Distância: 7,5 km (ida e volta)
Ganho altimétrico: 500 m
Incluso: café da manhã, lanche de trilha, transporte e noite em hotel
Dia 08 – Retorno ao Brasil
Traslado ao aeroporto e voo de retorno de La Paz para São Paulo.
Incluso: café da manhã e transfer ao aeroporto
Observação:
O itinerário pode sofrer alterações devido às condições climáticas, ao desempenho do grupo ou a eventuais mudanças logísticas na região.
Essa expedição é indicada para iniciantes em altitude?
Sim, é uma expedição pensada justamente para quem quer dar o primeiro passo em altitude de forma segura. O roteiro foi estruturado com progressão gradual, permitindo que o corpo se adapte ao longo dos dias. Além disso, há suporte constante da equipe, o que aumenta a segurança e a confiança. É uma excelente porta de entrada para montanhas mais altas no futuro.
Preciso ter experiência prévia em montanha?
Não é obrigatório ter experiência em alta montanha, mas é importante já ter feito trilhas ou atividades ao ar livre. Isso ajuda na adaptação ao esforço físico e ao ambiente. O mais importante é ter um bom condicionamento físico e disposição. A equipe orienta durante toda a jornada, o que facilita muito para iniciantes.
Qual é a altitude máxima atingida?
O ponto mais alto da expedição é o cume do Acotango, com 6.052 metros de altitude. Essa é uma marca significativa para quem está começando no montanhismo de altitude. A experiência de ultrapassar os 6.000 metros é intensa e transformadora. É um grande passo dentro do mundo da alta montanha.
Como é feita a aclimatação?
A aclimatação é feita de forma progressiva e estratégica ao longo de todo o roteiro. Começa em La Paz, passa por atividades como Chacaltaya e segue com ascensões como o Wisalla. Também há dias específicos de descanso e adaptação. Esse processo reduz significativamente os riscos e melhora o desempenho no dia do cume.
Existe risco de mal de altitude?
Sim, sempre existe risco quando estamos acima de 3.000 metros. Porém, com uma boa aclimatação, hidratação e ritmo adequado, esse risco diminui bastante. A equipe acompanha de perto os participantes e orienta constantemente. Caso necessário, ajustes no ritmo ou até descida são feitos priorizando a segurança.
É necessário uso de equipamentos técnicos?
Sim, utilizamos equipamentos de montanha como crampons, piolet de travessia ou bastões, botas duplas, capacete e cadeirinha. Em alguns trechos finais, podemos utilizar cordas para maior segurança. Apesar disso, não se trata de uma escalada técnica, e sim de uma caminhada em altitude. O uso dos equipamentos é mais voltado à segurança e progressão em terreno de alta montanha.
Qual é o nível de dificuldade da expedição?
O nível é considerado moderado, principalmente por conta da altitude. Tecnicamente não é uma escalada difícil, mas exige resistência física e mental. Caminhar acima de 5.000 metros torna qualquer esforço mais intenso. Com preparo adequado, a experiência se torna muito mais aproveitável.
Como é o clima durante a viagem?
O clima no altiplano boliviano é seco, com grande variação térmica. Durante o dia, as temperaturas podem ser agradáveis sob o sol. Já à noite e de madrugada, especialmente no ataque ao cume, o frio pode ser intenso. Ventos também são comuns em algumas regiões.
Como é a temperatura em La Paz e na Vila Sajama?
Em La Paz, as temperaturas costumam variar entre 5°C e 18°C ao longo do dia. Já na Vila Sajama, a 4.400 metros, o frio é mais intenso, principalmente à noite, podendo chegar a temperaturas negativas. Durante o dia, com sol, a sensação pode ser mais confortável. Essa variação exige roupas adequadas para diferentes condições.
Onde ficaremos hospedados?
A hospedagem é feita em hotel em La Paz e em pousada simples na Vila Sajama. Em La Paz, o conforto é maior, com boa estrutura. Já em Sajama, a proposta é mais rústica e integrada ao ambiente local. Ainda assim, atende bem às necessidades da expedição.
Como é a estrutura na Vila Sajama?
A vila é pequena e simples, com infraestrutura básica. Isso faz parte da experiência, trazendo um contato mais autêntico com a cultura local. Não há luxo, mas há hospitalidade e um ambiente único. É um lugar que reforça a imersão na montanha..
Como é o transporte durante a expedição?
Utilizamos transporte privado durante toda a viagem. Isso inclui deslocamentos em La Paz e até o Parque Nacional Sajama. Para o ataque ao cume, utilizamos veículos 4×4 até o ponto mais alto possível. Isso otimiza o tempo e reduz o desgaste físico inicial.
Quanto tempo dura a caminhada no dia do cume?
A atividade no dia do cume dura em média de 6 a 8 horas entre subida e descida. Esse tempo pode variar de acordo com o ritmo do grupo e as condições climáticas. A saída é feita de madrugada para aproveitar melhores condições. É o dia mais exigente da expedição.
A alimentação está incluída?
Sim, a alimentação está incluída conforme o itinerário. Em La Paz, geralmente inclui café da manhã. Já em Sajama, inclui café da manhã, almoço e jantar. A alimentação é simples, mas adequada para a demanda energética da expedição.
É necessário seguro viagem?
Sim, é obrigatório contratar um seguro viagem que cubra atividades em altitude. Esse seguro deve incluir resgate e atendimento médico. É uma exigência básica para garantir segurança em caso de imprevistos. Recomendamos empresas especializadas.
Qual o preparo físico recomendado?
Recomendamos um preparo focado em atividades aeróbicas, como corrida, bicicleta ou caminhada. Além disso, exercícios de fortalecimento muscular ajudam bastante. O ideal é iniciar a preparação pelo menos 8 a 12 semanas antes. Isso melhora muito a experiência na montanha.
Posso alugar equipamentos?
Sim, existe a possibilidade de aluguel de equipamentos. Também oferecemos orientação completa sobre o que é necessário e onde adquirir. Isso facilita para quem ainda não possui todo o material. O objetivo é garantir que todos estejam bem equipados.
Quantas pessoas costumam participar?
Os grupos são pequenos, geralmente entre 6 e 12 pessoas. Isso permite um acompanhamento mais próximo e maior segurança. Também torna a experiência mais personalizada. A dinâmica do grupo é um ponto forte da expedição.
É possível não tentar o cume?
Sim, a tentativa de cume é sempre opcional. A decisão depende das condições físicas e da adaptação de cada participante. Segurança é sempre prioridade absoluta. Mesmo sem o cume, a experiência continua sendo extremamente rica.
O que torna essa viagem especial?
A combinação entre cultura, natureza extrema e progressão em altitude torna essa experiência única. É uma jornada que vai além do físico, trazendo aprendizado e autoconhecimento. O ambiente do altiplano é marcante e diferente de tudo. É uma vivência que permanece.
Essa experiência pode servir como preparação para desafios maiores?
Sim, é uma excelente base para futuras expedições de alta montanha. A vivência acima de 6.000 metros traz muito aprendizado prático. Ajuda a entender como o corpo reage à altitude. É um passo importante para objetivos maiores, como montanhas mais técnicas ou mais altas.